
Pedaços de um satélite de 20 anos usado
para medir a camada de ozônio cairão na próxima semana na Terra, em
locais imprevistos, informou a agência espacial americana. A agência
espacial americana destacou que os riscos para a segurança da população
são “mínimos” e reafirmou que a segurança é uma de suas prioridades.A
Nasa prevê a reentrada do satélite de pesquisa na atmosfera terrestre no
dia 24 de setembro, com uma margem de erro de um dia e se fragmentará
em pelo menos 26 pedaços, que devem se incinerar em contato com a
atmosfera. A agência, no entanto, diz que até agora as estatísticas
mostram que não há com o que se preocupar, porque não existe registro de
acidentes envolvendo reingresso de objetos vindo do espaço. De acordo
com seus técnicos, a probabilidade que os fragmentos coloquem em risco a
vida de civis é “extremamente pequena”, cerca de 1 em 3.200. Para
comparação, estima-se que o risco de uma pessoa que viva até os 80 anos
ser atingida por um raio é de 1 em 10 mil.Ainda assim, as Forças Armadas
dos Estados Unidos advertem que, caso os restos do satélite caiam em
uma área povoada, que civis avisem as autoridades e que não toquem
estas peças. O motivo do aviso não é apenas por questões de segurança,
mas também porque todos os restos do satélite são propriedade do governo
americano, não podendo ser vendidas para colecionadores pela sites de
leilões como o eBay. O satélite UARS (sigla em inglês para Satélite de
Pesquisa da Atmosfera Superior) pesa seis toneladas e foi colocado em
órbita pelo ônibus espacial Discovery em 1991, sendo oficialmente
desativado em 2005. Os cientistas acreditam que o maior pedaço do
equipamento deverá ter 160 quilogramas.MEGA CANAL
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