A difícil transição das promessas para a vida real
Neste início de governo, quase tudo o que Dilma Rousseff prometeu reiteradamente durante a campanha eleitoral permanece no discurso
Dilma Rousseff prometeu construir 6 mil creches e pré-escolas até o fim do mandato. Se quiser materializar a promessa, terá de construir uma creche a cada 5 horas e 27 minutos.
Ela já recebeu Barack Obama, preencheu a vaga aberta há 6 meses no Supremo Tribunal Federal, enfrentou uma tragédia que deixou quase mil mortos e uma multidão de flagelados na Região Serrana do Rio de Janeiro, conseguiu uma vitória de peso no Congresso ao aprovar o salário mínimo de 545 reais, participou de programas matinais de culinária na televisão e chegou aos 100 primeiros dias no comando do Palácio do Planalto com 56% de aprovação nas pesquisas. Mas o balanço de pouco mais de três meses do governo Dilma Rousseff confirma que cumprir promessas de campanha é bem mais complicado do que discorrer sobre elas num palanque. Das promessas cumpridas integralmente, destaca-se a distribuição de remédios gratuitos para diabéticos e hipertensos. Outras começaram, lentamente, a sair do papel. O déficit, entretanto, supera o saldo.
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